
Fundação
A Santa Casa da Misericórdia dos Altares, também denominada Irmandade da Misericórdia dos Altares ou, simplesmente, Misericórdia, instituída no ano de 1991, é uma associação de fieis, com personalidade jurídica canónica, com o objetivo de praticar a solidariedade social, concretizada nas Catorze Obras da Misericórdia, tanto corporais como espirituais, visando o serviço e apoio com solidariedade a todos os que precisam, bem como a realização de atos de culto católico, de harmonia com o seu espírito tradicional, informado pelos princípios do humanismo e da doutrina e moral cristãs.
A data oficial da sua fundação reporta para 26 de março de 1990 embora os momentos embrionários desta irmandade remontem a 27 de dezembro de 1989, quando se realiza a primeira das reuniões que darão forma ao que hoje existe como Misericórdia dos Altares. Os momentos iniciais desta Irmandade partem da reunião de um grupo de trinta e três cidadãos, na sala de reuniões do Passal Paroquial da Freguesia de S. Roque dos Altares, sob orientação do então Pároco da freguesia - João Maria de Sousa Mendes, que deu a conhecer a finalidade da existência duma Misericórdia na localidade e perante concordância dos presentes, foram debatidos os aspetos mais relevantes da sua constituição e finalidade, com a formação de uma comissão instaladora.
Bandeira e Brasão
A bandeira é o símbolo representativo da Santa Casa da Misericórdia.

O Brasão é composto por Coroa Mariana que representa um dos símbolos do poder, neste caso, "Coroa Mariana", pela invocação da Obra a Nossa Senhora das Misericórdias - A importância de Maria no nosso culto. O Pelicano em homenagem à Rainha D. Leonor, fundadora das Misericórdias, já que este era o emblema de D.Leonor e D.João II, seu marido e Rei de Portugal. O Bordão e a Cabaça são a representação da nossa ruralidade, do nosso Modus Vivendus, símbolo constante da imagem de S.Roque, nosso Patrono. A Coroa do Espírito Santo, como expressão máxima da nossa Fé. O Açor simboliza a nossa religião e as Quinas o nosso País. As Asdas são as insígnias de Frei Miguel Contreiras, provedor da primeira confraria das Misericórdias em Lisboa, que viria a definir as linhas de atuação da outras Misericórdias espalhadas pelo país e que hoje se estendem por toda a Terra. A Rosa de sete pontas é representativa das sete obras corporais da Misericórdia, (Dar de comer a quem tem fome, Dar de beber a quem tem sede, Vestir os nus, Dar pousada aos peregrinos, Assistir os doentes, Visitar os presos, Sepultar os mortos). A Estrela de sete pontas ilustra as sete obras espirituais que norteiam parte do fundamento desta obra, as chamadas catorze Obras da Misericórdia, (Dar bom conselho, Ensinar os ignorantes, Corrigir os que erram, Consolar os tristes, Perdoar as injúrias, Sofrer com paciência as fraquezas do próximo, Rezar pelos vivos e defuntos).